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MT TRIFÁSICO

“Progresso não chega na estrada de chão e no escuro”, diz Diego Guimarães

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Foto: Divulgação

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) defendeu a necessidade de investimentos robustos em infraestrutura energética para sustentar a industrialização e impulsionar o crescimento econômico de Mato Grosso.

Em entrevista ao podcast Política de Primeira, da TV Centro América, o parlamentar detalhou a articulação institucional que resultou na criação do programa MT Trifásico, instituído a partir de projeto de lei de sua autoria aprovado na Assembleia Legislativa e executado pelo Governo do Estado. Na ocasião, também defendeu agilidade na expansão da rede elétrica para atender o meio rural e impulsionar novos investimentos.

“Progresso e desenvolvimento não chegam na estrada de chão, na poeira e também no escuro. Precisa de asfalto para garantir logística e de energia elétrica para criar condições para que a indústria se estabeleça”, afirmou Diego Guimarães.

Prioridade na Transpantaneira

O MT Trifásico estabelece um modelo de investimento de R$ 1,4 bilhão, com recursos divididos igualmente entre o Governo do Estado e a concessionária Energisa. O programa é voltado à substituição de redes monofásicas por sistemas trifásicos, beneficiando assentamentos da agricultura familiar, pequenos empreendimentos, propriedades rurais e agroindústrias de médio e grande porte.

Segundo Diego Guimarães, a execução do programa ganhou novo impulso com a instalação do comitê gestor técnico, responsável por analisar e priorizar os projetos encaminhados à concessionária. Entre as primeiras regiões contempladas está a Transpantaneira, um dos principais polos turísticos de Mato Grosso.
“A Transpantaneira é fundamental para o nosso turismo, mas a energia que chega às pousadas ainda é monofásica. Muitas delas precisam acionar geradores a diesel durante a noite. Por isso, essa é uma região prioritária para que as obras tenham início o quanto antes”, explicou.

R$ 11 bilhões até 2030

Durante a entrevista, o deputado ressaltou que os recursos do MT Trifásico são adicionais e não fazem parte das obrigações previstas no contrato de concessão da Energisa. Paralelamente ao programa, a renovação da concessão prevê investimentos superiores a R$ 9 bilhões até 2030 para manutenção, ampliação e modernização da rede elétrica em todo o estado.

Somados aos R$ 1,4 bilhão do MT Trifásico, os investimentos previstos para o setor elétrico ultrapassam R$ 11 bilhões nos próximos cinco anos. Para Diego Guimarães, no entanto, esse volume ainda precisará crescer para acompanhar o ritmo de desenvolvimento de Mato Grosso.

“Somos o estado que, entre as grandes unidades da Federação, mais cresce e se desenvolve no país. Esses R$ 11 bilhões são fundamentais, mas ainda representam pouco diante das necessidades de Mato Grosso. Nos próximos anos, teremos que ampliar ainda mais os investimentos no MT Trifásico”, concluiu.

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