O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), sinalizou apoio a medidas de enxugamento da máquina pública anunciadas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), desde que a redução de despesas não comprometa serviços essenciais e o atendimento à população mais vulnerável. Segundo ele, a proposta deverá ser debatida pelos deputados quando chegar ao Legislativo.
“Se tiver necessidade, não teremos problema nenhum. Acho que agora é o momento de discutir o que o governador propor. Nós vamos discutir dentro da Assembleia”, afirmou Russi ao comentar a possibilidade de reestruturações administrativas e cortes de gastos no Executivo estadual.
O presidente avaliou que há um ambiente favorável à aprovação de medidas voltadas à redução de despesas, à melhoria da gestão pública e à ampliação dos investimentos. Para ele, o início do mandato oferece condições políticas para discutir mudanças estruturais, considerando o resultado eleitoral de Pivetta, que obteve mais de 60% dos votos.
“Tudo que for para cortar gastos, melhorar a máquina pública, prestar um serviço melhor ao cidadão, fazer uma entrega importante lá na ponta e aumentar investimentos, eu tenho certeza que a grande maioria dos deputados dentro da Assembleia vão apoiar”, declarou.
Russi, no entanto, estabeleceu uma ressalva: o enxugamento não pode resultar na perda de avanços nem prejudicar setores fundamentais da administração estadual, especialmente aqueles voltados ao atendimento das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
“Não podemos fazer cortes que venham prejudicar avanços em áreas essenciais e áreas importantes, principalmente daquelas que cuidam da população que mais precisa do nosso Estado”, ponderou.
A manifestação ocorre em meio à sinalização de Pivetta de que pretende revisar a estrutura administrativa e buscar maior eficiência na aplicação dos recursos públicos. A eventual redução de cargos comissionados e outras mudanças na organização do governo dependerão das medidas que forem formalmente apresentadas e da avaliação de seus impactos.
Apoio político sem participação direta no governo
Questionado sobre a possibilidade de integrar a gestão Pivetta ou ocupar espaço na estrutura do Executivo, Russi afirmou que não houve conversa nesse sentido. Ele disse que pretende contribuir por meio da atuação parlamentar e da articulação da bancada na Assembleia Legislativa.
“Nós vamos agregar apoiando, ajudando na Assembleia Legislativa. Nós temos uma grande bancada de deputados compromissados com o Estado de Mato Grosso, que vão dar o melhor para o Estado”, afirmou.
Russi também revelou que recebeu uma ligação de Pivetta para comunicar a escolha de Eduardo Mancioli para o comando da Casa Civil. O presidente da Assembleia elogiou a indicação e destacou a experiência do novo secretário, que já trabalhou no Legislativo durante sua gestão.
“Confesso que foi uma grande escolha, uma boa escolha, uma escolha acertada”, declarou. Para Russi, Mancioli reúne duas características importantes para a função: a confiança do governador e a capacidade de diálogo com os deputados estaduais.














