José da Cruz Evangelista, de 63 anos, acusado de matar a companheira, Daiany Rodrigues de Souza,33 anos, a facadas em Confresa, permanecerá preso. O autor do crime já possuía um mandado de prisão preventiva expedido antes de sua apresentação à Polícia Civil.
A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada no domingo (5) pelo juiz plantonista Felipe Barthon Lopez. O magistrado entendeu que a prisão do investigado não ocorreu em situação de flagrante, já que, após o crime, ele fugiu do local, permaneceu em paradeiro desconhecido por horas e somente compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia de Confresa depois que a Justiça já havia decretado sua prisão preventiva.
Segundo a decisão, a própria autoridade policial representou pela prisão preventiva ao reconhecer que o suspeito estava foragido, o que afasta a caracterização de flagrante. Para o juiz, a apresentação voluntária do investigado é incompatível com as hipóteses previstas no artigo 302 do Código de Processo Penal, tornando ilegal a lavratura do auto de prisão em flagrante.
Com isso, o magistrado relaxou o flagrante, mas homologou o cumprimento do mandado de prisão preventiva, destacando que a medida cautelar permanece válida em razão da gravidade dos fatos e da decisão judicial anteriormente proferida. Na prática, José da Cruz Evangelista continuará preso enquanto prosseguem as investigações.
Conforme consta na decisão, o crime ocorreu na madrugada de 4 de julho, em um estabelecimento comercial que também funcionava como residência, no bairro Jardim Planalto, em Confresa. O casal consumia bebidas alcoólicas quando o investigado verificou uma movimentação de R$ 1 mil em sua conta bancária, questionou a vítima e sacou uma faca. O proprietário do estabelecimento tentou impedir a agressão e foi ferido no antebraço. Em seguida, a vítima correu para um dos quartos da residência, mas foi perseguida e atingida por diversos golpes de faca, a maioria pelas costas, morrendo ainda no local.
Após o crime, o suspeito fugiu e não foi localizado nas diligências realizadas pelas polícias Civil e Militar, que fizeram buscas em sua residência, na casa de familiares e em outros endereços. Posteriormente, ele se apresentou espontaneamente na delegacia, ocasião em que teve cumprido o mandado de prisão preventiva já expedido pela Justiça.


