A Câmara de Cuiabá rejeitou, nesta quinta-feira (16), em segunda votação, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027, encaminhado pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A proposta recebeu 12 votos favoráveis, mas, por se tratar de uma matéria que exige quórum de maioria absoluta. A sessão foi marcada por críticas à tramitação da proposta. As lideranças do Podemos, PSB e Republicanos orientaram voto contrário dos vereadores.
O projeto estimava uma arrecadação de R$ 5,07 bilhões para o município em 2027, valor 3,1% superior à receita prevista para 2026, de R$ 4,92 bilhões.
Durante a discussão, o vereador Demilson Nogueira (PP) afirmou que o Regimento Interno da Câmara não foi observado. “Regimentalmente, as discussões sobre esse projeto deveriam ter ocorrido em 20 dias e serem conduzidas pelas comissões. Hoje, o que falarmos aqui não passa de discurso”, criticou.
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) questionou a forma como a matéria foi conduzida. Ela afirmou que o momento adequado para discutir alterações no texto era durante a fase de pareceres.
“Quem te viu, quem te vê. Não tem como, do nada, falar ‘vamos discutir hoje’. A gente fala na fase dos pareceres e hoje é a votação em si. Foi dito neste plenário: ‘deixa para fazer na LOA, não é na LDO’. Só que 100% das emendas foram rejeitadas sob esse argumento, sendo que a única oportunidade de discutir era justamente na LDO”, afirmou.
Votaram pela proposta os vereadores Samantha Iris (PL), Marcrean Santos (MDB), Tenente-Coronel Dias (Cidadania), Cezinha Nascimento (União Brasil), Demilson Nogueira (PP), Professor Mário Nadaf (PV), Adevair Cabral (Solidariedade), Kássio Coelho (Podemos), Rafael Ranalli (PL), Wilson Kero Kero (Democracia Cristã), Maysa Leão (Republicanos) e Michelly Alencar (União Brasil).
Estiveram ausentes da votação os vereadores Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Maria Avalone (PSDB), Sargento Joelson (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Chico 2000 (PL) e Dilemário Alencar (União Brasil).


