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FAMÍLIA DO CV

Pais de designer presa transportavam dinheiro para facção, diz delegado

Muvuca Popular

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O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas afirmou que não tem dúvidas sobre a participação dos pais da designer de sobrancelhas Rhavenna Barcelos de Almeida na organização criminosa investigada pela Operação Fariseus. Segundo ele, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida e o marido, Nivaldo Almeida, exerciam funções semelhantes às atribuídas à filha, presa durante a operação, deflagrada na manhã desta quarta-feira (16).

De acordo com o delegado, o casal recebia e transmitia recados entre integrantes da facção, transportava dinheiro em espécie e ainda emprestava contas bancárias para movimentação de recursos da organização criminosa.

“Os pais dela também faziam essa mesma participação. Eles recebiam recados, faziam a dilapidação de valores em espécie, transportavam valores para outras pessoas. Não temos dúvida nenhuma em afirmar que eles fazem parte da organização criminosa e isso será demonstrado no caderno investigativo”, declarou Victor Hugo.

As investigações também reuniram imagens que, segundo a Polícia Civil, reforçam a proximidade da família com integrantes da facção. Em uma delas, a pastora Orminda aparece segurando um fuzil de grosso calibre. No carregador da arma há uma inscrição com a sigla da organização criminosa.

Já Nivaldo foi fotografado empunhando pistolas e ao lado de um integrante do Comando Vermelho em uma comunidade do Rio de Janeiro dominada pela facção. Questionado sobre os registros, o delegado confirmou que as fotografias são autênticas.

“Essas imagens são reais e evidenciam a ligação completa deles com os líderes da facção criminosa”, afirmou.

Segundo a investigação, a família utilizava um projeto de evangelização desenvolvido dentro das unidades prisionais como forma de facilitar a comunicação entre lideranças presas e integrantes em liberdade.

Conforme a Polícia Civil, Rhavenna atuava na transmissão de recados, movimentação de dinheiro em espécie e recebimento de ordens de um líder da facção, enquanto os pais desempenhavam funções semelhantes no esquema.

A Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais contra investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil sustenta que o grupo usava a atividade religiosa como fachada para favorecer a atuação da facção criminosa.

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