Foi o que aconteceu com a artesã Liliana Correia da Silva. Assistida pelo CEAV depois de sofrer uma tentativa de feminicídio, ela recebeu atendimento psicológico e social e, posteriormente, foi convidada a participar das feiras promovidas pelo CEAV. Ela encontrou na iniciativa uma perspectiva para voltar a trabalhar e transformar sua habilidade em artesanato no próprio sustento.
Joselice passou 11 anos em uma situação de violência doméstica e afirma que o registro do Boletim de Ocorrência foi um dos momentos decisivos para que novas portas começassem a se abrir. Com o apoio recebido, passou a reconstruir sua identidade, tornou-se dona do próprio negócio e encontrou novas perspectivas para seguir a vida.
A juíza Ana Graziela destacou ainda que esse acompanhamento é necessário porque a decisão judicial, sozinha, nem sempre é suficiente para romper o ciclo da violência. Muitas mulheres precisam de atendimento psicológico, assistência social, emprego, moradia e apoio para reorganizar a vida e evitar que voltem a relacionamentos abusivos.



