segunda-feira, 19 outubro, 2026

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Antes da chave, a história: famílias vivem entrega personalizada da casa própria em MT

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Sorrisos, lágrimas, mãos trêmulas e alguns segundos de silêncio antes de atravessar a porta. Nas primeiras casas entregues no Residencial Jardim Primavera, em Sapezal (MT), a chave quase virou detalhe. Antes de segurá-la nas mãos, os novos moradores viveram momentos preparados para tornar a chegada ao novo endereço parte da história de cada família.

“Meu coração tremeu. Deu aquele gelo por dentro”, resumiu Ricassio Adão de Carvalho, de 35 anos, ao abrir pela primeira vez a porta da casa onde vai morar com o filho, João Lucas, de 10 anos.

Trabalhador do agronegócio, setor de hortaliças, Ricassio vive há 16 anos em Sapezal. Durante todo esse tempo, morou de aluguel. Pai solo, ele se cadastrou para conquistar a casa própria em 2023. Quando recebeu a notícia de que havia sido aprovado, lembra que pulou três vezes.

Agora, diante dos cômodos ainda vazios, já consegue enxergar uma vida inteira ali dentro. “Eu esperava muito por esse momento. Agora vou pagar a parcela de uma casa que é minha e do meu filho. Daqui a cinco anos, imagino essa casa completamente diferente, do nosso jeito. Vamos fazendo tudo aos poucos, porque é assim que a gente chega lá”, disse.

A poucos metros dali outra porta se abriu para uma história diferente. Poliana Souza Santos, de 30 anos, auxiliar de cozinha, sabia que finalmente conheceria a casa que substituiria o aluguel. O que ela não esperava era a forma como aquele momento foi preparado especialmente para ela.

“Foi uma felicidade que não tem tamanho, uma coisa que eu não vou esquecer nunca”, contou Poliana, emocionada.

Casas iguais, histórias diferentes

As duas famílias estão entre os novos moradores do Residencial Jardim Primavera, empreendimento com 532 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, em Sapezal.

As casas podem seguir o mesmo projeto arquitetônico. A entrega, não. Foi justamente dessa diferença que nasceu a Jornada da Entrega, novo modelo criado pela GRF Incorporadora para transformar a chegada à casa própria em uma experiência individual, construída a partir da história de cada morador.

A proposta é preservar justamente aquilo que torna cada entrega única. Por isso, parte do que acontece antes de a chave chegar às mãos do novo morador permanece em segredo. Cada família encontra uma experiência diferente, relacionada à própria trajetória, às pessoas importantes de sua vida e ao significado daquela conquista.

A instrutora de autoescola Beatriz Lucas de Melo, de 40 anos, não precisou de muito tempo dentro da nova casa para imaginar uma das cenas que pretende viver ali. Moradora de aluguel há mais de uma década, ela entrou na cozinha e imediatamente soube o que gostaria de encontrar naquele espaço no futuro.

“É onde imagino a minha família reunida. Depois de um dia inteiro de trabalho e escola, é ali que vamos nos encontrar para almoçar, jantar e conversar”, afirmou.

Essas famílias vivem em uma das cidades destaque do agronegócio em Mato Grosso e no Brasil. Em 2024, Sapezal registrou R$ 5,9 bilhões em valor da produção agrícola (soja, milho, algodão) e ocupou a terceira posição entre os municípios brasileiros, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por trás dos números bilionários do campo, porém, estão trabalhadores e famílias que também participam diariamente da construção e do crescimento da cidade, e para quem conquistar um endereço próprio representa uma mudança concreta de vida. É nesse cenário que as 532 casas do Jardim Primavera começam a ganhar nomes, fotografias, móveis, crianças correndo pelos cômodos e histórias que não aparecem na planta de um imóvel.

A chave por último

A ideia nasceu de uma inquietação do diretor comercial da GRF, Diogo Reis.

“Por que uma conquista que pode levar tantos anos para acontecer termina, muitas vezes, em poucos minutos? A casa própria é um dos maiores sonhos de muitos brasileiros e representa um divisor de águas na vida de uma família. Mas percebi que, muitas vezes, esse momento acabava resumido à entrega de uma chave. Só que existe toda uma jornada até chegar ali. Existem anos de espera, planejamento, dificuldades e expectativas”, conta.

A proposta, segundo ele, foi devolver protagonismo a essa trajetória. “Criamos a Jornada da Entrega para que cada família possa olhar para a própria história e perceber tudo o que viveu até o momento de abrir a porta da sua casa.”

Para quem acompanha uma obra desde os primeiros passos, a experiência também muda a perspectiva. O diretor de Operações da GRF, Leandro Guimarães, explica que, durante meses, a rotina de uma construção é feita de números, projetos, materiais, cronogramas, medições e prazos.

“Na entrega, tudo isso ganha nome, rosto e história. Cada casa passa a representar uma família e aquilo que ela pretende construir ali dentro. É quando nosso trabalho encontra seu verdadeiro propósito”, afirma.

A história continua depois da chave

A Jornada da Entrega é apenas uma etapa de um projeto mais amplo criado pela incorporadora: a Jornada da Experiência. A proposta é que o relacionamento construído durante a compra e a entrega não desapareça quando a porta se fechar pela primeira vez. O novo núcleo também será responsável pelo relacionamento posterior com os moradores e pelo atendimento de pós-obra.

“Esse relacionamento não termina quando a família recebe a chave. Queremos que o cliente saiba que, se precisar da GRF depois de entrar na casa, haverá uma equipe para atendê-lo e apoiá-lo”, explica Diogo.

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