O vereador Miguel Júnior (Cidadania), de Várzea Grande, afirmou estar tranquilo diante da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20), que investiga suspeitas de compra de votos e corrupção relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.
O parlamentar disse que soube da operação pelas redes sociais e defendeu o trabalho das autoridades. “Vamos aguardar as autoridades investigarem. Parabenizo por ter investigado o que vem acontecendo e tô bem tranquilo”, declarou.
Ao comentar o motivo das diligências, Miguel afirmou que, segundo as informações que recebeu, a investigação estaria relacionada a uma confraternização realizada em uma chácara pertencente ao pai dele, antes da eleição da Mesa Diretora.
O vereador relatou que os agentes estiveram na residência do pai, onde ele morou anteriormente. Segundo Miguel, ao ser informado de que o filho não residia mais no local, o pai forneceu o endereço atual do parlamentar. Miguel afirmou, porém, que os policiais não foram até sua atual residência e que ele compareceu normalmente à sessão da Câmara.
Questionado sobre a suspeita de articulação para compra de votos na eleição, o vereador negou ter cometido irregularidades e disse responder por suas próprias ações.
“Eu falo pelo meu CPF, eu tô de cabeça tranquila, que não fiz nada”, afirmou.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção.














