O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e o vereador Bruno Rios (PL), ex-líder da prefeita Flávia Moretti (PL), protagonizaram um bate-boca no início da sessão desta terça-feira (20), poucas horas após a deflagração da Operação Cathedra Venalis, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A investigação apura suspeitas de compra de votos na disputa pela Mesa Diretora do Legislativo municipal. A discussão começa em menos de dois minutos da abertura oficial e da transmissão pelo canal oficial da Casa de Leis, no youtube.
“Não vem me ameaçar aqui não. Faz o que você quiser, Wanderley, faz o que você quiser. Não tenho nada a ver com isso não”, declarou Bruno Rios durante a discussão. Ambos estavam sentados lado a lado.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do MPMT, para apurar suspeitas de compra de votos, corrupção e atuação de uma organização criminosa envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Wanderley está entre os parlamentares apontados como alvos da investigação. A ação também alcança vereadores de Cuiabá e inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A apuração ocorre em meio à disputa pelo comando do Legislativo várzea-grandense. Uma nova eleição da Mesa Diretora é prevista para novembro, após a anulação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da sessão realizada em 14 de maio deste ano. Wanderley busca a reeleição e tem como adversário o vereador Lucas do Chapéu do Sol.














