O vereador Ilde Taques, eleito presidente da Câmara de Cuiabá na sessão de 6 de outubro, confirmou que teve o celular apreendido durante a Operação Cathedra Venalis, nesta terça-feira (20). Alvo da investigação, ele negou ter participado de articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande durante um almoço com parlamentares.
“Era uma confraternização entre vereadores. Eu participei, demorei pouco, menos de duas horas, e fui embora. Se tivesse me convidado, iria de novo, porque quem me convidou foi um amigo meu”, afirmou.
Ilde e o vereador por Cuiabá Alex Rodrigues foram abordados pela Polícia Militar após o encontro em Várzea Grande. Essa abordagem teria sido o ponto de partida da investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Questionado sobre as buscas em sua residência, Ilde afirmou que recebeu os agentes e que apenas seu telefone foi recolhido.
“Recebi as autoridades. É importante falar que eu respeito o trabalho das autoridades. Levaram apenas meu celular”, declarou.
Durante a entrevista, o parlamentar foi questionado repetidamente sobre a presença de dinheiro no veículo no momento da abordagem. Em resposta, reiterou que nada de ilegal foi apreendido.
“Não apreenderam nada ilegal, nem na minha casa e nem na abordagem”, disse.
Informações iniciais apontaram uma possível apreensão de valores durante a ação da PM, versão negada pelos envolvidos.
Ao ser perguntado se o almoço realizado na véspera da eleição tinha relação com as articulações para a votação, Ilde negou que o assunto tenha sido discutido em sua presença.
“Não foi falado nada de articulação lá. Não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu fui apenas convidado para um almoço. Ainda fui de última hora”, afirmou.
Em Várzea Grande, a nova eleição da Mesa Diretora deve ocorrer em novembro, após a anulação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pleito realizado em 14 de maio deste ano. A disputa envolve Lucas do Chapéu do Sol e o atual presidente, Wanderley Cerqueira (MDB), candidato à reeleição.
A Operação Cathedra Venalis apura a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública. Mais de 200 policiais foram mobilizados para cumprir 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois da Capital.














