A Justiça de Mato Grosso manteve para o dia 17 de novembro o julgamento do ex-vereador de Cuiabá Tenente-coronel Marcos Paccola, acusado de matar a tiros o servidor público Alexandre Miyagawa, em julho de 2022. A decisão foi tomada mesmo após a defesa apresentar um pedido de suspeição contra a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, responsável pelo processo.
A decisão é da juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, designada para atuar no Núcleo de Atuação Estratégica (NAE) da Corregedoria-Geral da Justiça. A magistrada entendeu que a discussão sobre a suspeição não impede o andamento das medidas preparatórias para o Tribunal do Júri.
A defesa de Paccola questiona a imparcialidade de Mônica Perri em razão de um suposto conflito entre a magistrada e o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que assumiu a defesa do ex-parlamentar. O pedido tem como fundamento uma reclamação disciplinar em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Cristhiane determinou que o pedido seja encaminhado à própria Mônica Perri, que deverá decidir se reconhece a suspeição. Caso não aceite, a questão deverá ser submetida ao órgão competente para análise.
A magistrada destacou que as demais providências para o julgamento podem continuar independentemente da discussão sobre a suspeição, já que não dependem diretamente do resultado do pedido.
Marcos Paccola responde pela morte do agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, ocorrida em 1º de julho de 2022, em Cuiabá. O ex-vereador foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.














