O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que, em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manterá uma relação institucional com o governo federal, mas cobrará uma atuação mais efetiva da União na segurança das fronteiras brasileiras. Segundo ele, Mato Grosso não recebe o apoio necessário do governo federal para combater os problemas de segurança pública, especialmente na região de fronteira com a Bolívia.
“Se isso acontecer, eu vou aceitar, como todo brasileiro deveria, e buscar um relacionamento institucional respeitoso”, declarou Pivetta, ao comentar a possibilidade de Lula permanecer na Presidência da República.
O governador, no entanto, sinalizou que a relação será marcada por cobranças em áreas que considera responsabilidade direta da União. Ele citou a extensão de aproximadamente 900 quilômetros de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia e argumentou que a vigilância desse território deve contar com a participação efetiva das forças nacionais de segurança.
“Eu custei, eu durante a campanha eu falei que nós temos uma fronteira de 900 km que não é divisa do Mato Grosso com a Bolívia, é divisa do Brasil com a Bolívia”, afirmou.
Pivetta defendeu que as Forças Armadas e os órgãos federais ampliem sua atuação na região para permitir que as forças estaduais concentrem esforços no combate à criminalidade dentro do território mato-grossense.
“A missão número um que elas têm na Constituição, salvo engano, é cuidar das fronteiras do Brasil”, disse, ao se referir às atribuições das Forças Armadas.
Na avaliação do governador, uma presença federal mais efetiva na fronteira permitiria direcionar o efetivo e a estrutura de segurança de Mato Grosso para outras demandas internas. “Aí a gente sobra a nossa inteligência, a nossa força de trabalho para cuidar da segurança interna no Estado”, declarou.
Pivetta cita conversas com aliados de Flávio
Durante a entrevista, Pivetta também confirmou que já conversou com Flávio Bolsonaro (PL) e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), em meio às articulações políticas relacionadas ao cenário nacional. O governador, porém, não detalhou o conteúdo das conversas.
Questionado sobre a possibilidade de Mato Grosso indicar nomes para integrar um eventual governo federal, ele afirmou que a escolha dos ministros cabe ao presidente eleito.
“Não é papel de Estado nenhum indicar ministro. Cabe ao presidente eleito escolher sua equipe, montar sua equipe”, declarou.
Pivetta acrescentou que considera positivo o eventual aproveitamento de quadros técnicos de Mato Grosso na administração federal, caso sejam considerados adequados pelo futuro presidente.
“Se ele entender que nós temos dentre os nossos bons quadros — e nós temos mesmo —, vai ser bom para Mato Grosso e para o Brasil”, afirmou.














