A Justiça determinou, nesta terça-feira (27), a soltura da empresária Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer, de 25 anos, presa na madrugada do mesmo dia, suspeita de abandonar a filha de 3 anos sozinha em um apartamento do condomínio Garden Monte Líbano, no bairro Despraiado, em Cuiabá. A criança foi encontrada circulando desacompanhada pelas dependências do prédio.
A decisão foi tomada pelo juiz Valter Fabrício Simioni da Silva, do Núcleo de Custódia da Violência Doméstica de Cuiabá, durante audiência de custódia. O magistrado concedeu liberdade provisória sem pagamento de fiança, mas determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar a comarca quando sua presença for necessária à investigação ou ao andamento do processo.
Na decisão, o juiz destacou que o Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou favoravelmente à soltura e não pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva. A Polícia Civil também não apresentou representação nesse sentido. Sem solicitação dos órgãos competentes, o magistrado ressaltou que não poderia decretar a prisão preventiva por iniciativa própria.
O juiz também determinou o encaminhamento de cópia integral do processo à Vara da Infância e Juventude, que deverá avaliar a necessidade de medidas de proteção à criança.
O caso
A empresária foi presa após a filha ser encontrada sozinha nas dependências do condomínio, na madrugada de terça-feira (27). Segundo o boletim de ocorrência, a menina saiu do apartamento por volta de 0h06 e utilizou o elevador desacompanhada.
Funcionários da portaria perceberam a situação e acionaram o síndico, que tentou localizar a mãe, mas não conseguiu. O Conselho Tutelar foi chamado e solicitou apoio da Polícia Militar.
Camylla retornou ao condomínio por volta de 1h08, antes da chegada das conselheiras tutelares. Aos policiais, relatou que havia saído por volta das 23h30 de segunda-feira (26), acompanhada do namorado, para comprar medicamentos em uma farmácia. Segundo ela, a filha estava dormindo quando deixou o apartamento, mas o retorno demorou mais do que o previsto.
A empresária foi encaminhada à delegacia e autuada em flagrante por suspeita de abandono de incapaz. O caso continua sob investigação.
















