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CRIME EM 2024

Caso Renato Nery: STJ mantém presos policiais militares e aponta risco à sociedade

Muvuca Popular

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A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Maria Marluce Caldas,  negou o pedido de liberdade e manteve presos policiais militares indiciados pelo assassinato do advogado Renato Nery, morto a tiros em Cuiabá. Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos fatos e o risco à sociedade, reforçando o avanço das investigações que envolvem policiais militares e outros suspeitos no crime. A decisão é de 9 de abril.

De acordo com as apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime teria sido articulado por um grupo organizado, com divisão de funções que inclui mandantes, intermediários e executores. Permanecem presos Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Jorge Rodrigo Martins e Leandro Cardoso.

Na decisão, a ministra Maria Marluce Caldas foi enfática ao apontar que a liberdade dos investigados representa risco concreto à ordem pública e ao andamento do processo. Segundo ela, o contexto em que os crimes foram praticados revela “elevada periculosidade dos agentes”, o que justifica a manutenção das prisões preventivas.

A magistrada também destacou a necessidade de preservar a instrução processual, diante do risco de intimidação de testemunhas e possíveis interferências nas investigações. Além disso, rejeitou os argumentos das defesas de ausência de fatos novos e de cumprimento de medidas cautelares, entendendo que tais alegações não afastam o perigo da soltura dos acusados neste momento. Com isso, manteve integralmente os efeitos da decisão anterior, negando o efeito suspensivo aos recursos apresentados.

As investigações apontam que dois policiais militares atuaram como intermediadores do homicídio, sendo que um deles também participou do empréstimo da arma utilizada na execução. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado, com agravantes como promessa de recompensa, uso de meio que poderia gerar perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Ainda conforme as apurações, um casal de Primavera do Leste, Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, foi identificado como mandante do assassinato, motivado por disputa de terras. Os dois tiveram a prisão temporária decretada e seguem detidos.

Outro inquérito paralelo revelou o envolvimento de quatro policiais militares em uma tentativa de encobrir o crime. A investigação aponta que, dias após o homicídio, eles teriam simulado um confronto e inserido armas na cena para ocultar a origem da arma utilizada na execução.

Renato Nery, de 72 anos, foi baleado no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na capital. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Desde então, a Polícia Civil realiza uma série de diligências, com análises periciais e coleta de provas, para esclarecer completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos.

Na decisão, a ministra destacou a periculosidade dos investigados e o risco de interferência no andamento do processo, justificando a manutenção das prisões até julgamento definitivo.

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