JOGO ZERADO
Fábio Garcia recua de vice de Pivetta e volta à disputa por vaga na Câmara Federal
Do Local - Renato Ferreira
O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) recuou da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) e voltará à disputa por uma cadeira na Câmara Federal. A decisão desmonta a composição anunciada há pouco mais de uma semana e obriga a base governista a reabrir a escolha de quem ocupará a segunda posição na majoritária.
O cenário, porém, mudou poucos dias depois com a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal. Fábio Garcia e Mauro Mendes figuraram entre os alvos da operação, assim como o empresário Mauro Carvalho, apontado como uma das principais peças da articulação política e eleitoral do grupo.
“Todos acompanharam a decisão do ministro Flávio Dino. Essa decisão impõe a todos nós uma restrição. Eu e o ex-governador Mauro Mendes, por decisão do ministro, não podemos nos comunicar. Portanto, não podemos estar no mesmo local, é isso impõe a todos nós dificuldade de poder tocar a campanha. Eu recebi, portanto, pedidos dos presidentes dos partidos da nossa coligação, que eu reavaliasse a candidatura a vice e voltasse a candidatura de deputado federal. E entendendo que nós precisamos tocar para frente o projeto eu vou voltar a candidatura de deputado federal. Essa é a decisão”, anunciou Garcia na manhã desta terça-feira (11).
Garcia havia sido escolhido por Pivetta no início de agosto, após uma intensa articulação dentro do grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). A indicação foi apresentada como uma forma de consolidar a aliança entre Republicanos e União Brasil e garantir capilaridade eleitoral à chapa governista. À época, aliados chegaram a destacar o respaldo de mais de uma centena de prefeitos ao nome do parlamentar.
As medidas impostas no âmbito da investigação também atingiram diretamente a dinâmica política do núcleo governista. A impossibilidade de comunicação entre investigados passou a representar um problema adicional para uma campanha que teria justamente Mendes, Garcia e Carvalho entre seus principais articuladores.
Nesse ambiente, Pivetta passou a avaliar uma reformulação da chapa. O governador já havia demonstrado interesse em ter uma mulher como candidata a vice e, com a saída de Garcia, essa possibilidade volta ao centro das negociações.
Entre os nomes colocados nas articulações estão mulheres ligadas à base governista. A definição, contudo, passa por uma equação delicada entre os partidos que sustentam a candidatura de Pivetta e pelos efeitos que o retorno de Garcia à proporcional provocará na chapa para deputado federal. Informações divulgadas nesta terça-feira apontam nomes como Gisela Simona entre as alternativas discutidas para a vaga.



