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'NÃO VAI ENTRAR NA CELEUMA'

Geller descarta indicação de vice pelo Podemos e entrega futuro de Fábio a Pivetta

Renato Ferreira

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O candidato a deputado federal Neri Geller (Podemos) afirmou, nesta terça-feira (11), que caberá ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) decidir sobre a permanência ou a retirada de Fábio Garcia (União Brasil) da chapa governista. Ele também descartou a indicação de um nome ligado ao Podemos (sigla presidida pelo deputado estadual Max Russi)  indicar um novo candidato a vice-governador.

A composição entrou em discussão após Fábio Garcia e Mauro Mendes serem alvos o ‘Caso Oi’. A investigação abarca o presidente do União Brasil em Mato Grosso, partido responsável pela indicação do vice na chapa encabeçada por Pivetta.

Por determinação judicial, Fábio e Mauro estão proibidos de manter contato. A medida cautelar é considerada um dos principais obstáculos para a manutenção da composição, já que impede o diálogo direto entre duas das principais lideranças do União Brasil envolvidas na campanha.

O impasse provocou uma rodada de reuniões entre dirigentes do União Brasil, Republicanos e partidos aliados. Parte do grupo avalia que a proibição de contato dificulta a coordenação política e a convivência de Mauro e Fábio no mesmo palanque. A situação aumentou a pressão pela substituição do candidato a vice.

Segundo Geller, a decisão deverá ser tomada por Pivetta em conjunto com a cúpula responsável pela campanha. O candidato evitou opinar diretamente sobre a permanência de Fábio e afirmou que não participa das negociações internas.

“Essa é uma decisão do governador, não é uma decisão minha. As decisões serão tomadas pela cúpula e, nesse caso, quem é o líder é Otaviano”, declarou.

Geller afirmou que o Podemos teve a oportunidade de indicar o vice no início das articulações, mas não apresentou nenhum nome. Por esse motivo, descartou que o partido tente ocupar a vaga caso Fábio deixe a chapa.

“O Podemos tinha a possibilidade de indicar o vice lá atrás e não indicou. Agora é uma prerrogativa do Otaviano. Ele, junto com o grupo que está na coordenação, é quem vai definir”, disse.

O candidato a deputado federal também afirmou que acompanhará a decisão tomada por Pivetta e defendeu a manutenção da unidade entre os partidos aliados.

“A posição que Otaviano Pivetta tomar, nós do Podemos vamos acompanhar. A gente confia nele. Independentemente do caminho, é preciso manter a unidade desse grupo”, afirmou.

Questionado sobre uma possível volta de Fábio Garcia à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, Geller disse que ainda não avaliou os impactos da mudança. Os dois poderiam disputar votos dentro do mesmo campo político.

“Eu não avaliei isso. Será que ele volta? Não dá para dizer. Eu sou candidato a deputado federal e estou apoiando o governador Pivetta”, declarou.

Apesar dos desdobramentos da Operação Heritage, Geller saiu em defesa da gestão de Mauro Mendes e afirmou que o candidato ao Senado ainda possui respaldo popular.

“O Mauro Mendes fez um grande governo. Os acontecimentos que estouraram na mídia precisam ser esclarecidos. Vejo o Mauro como candidato ao Senado com todas as condições de se eleger”, disse.

Ao ser questionado sobre como seria possível manter Mauro Mendes e Fábio Garcia no mesmo palanque diante da proibição judicial de contato, Geller voltou a evitar uma avaliação e entregou a responsabilidade a Pivetta. “Eu não sei. Não vou entrar nessa seara. Essa é uma decisão do governador”, concluiu.

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