DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Para Bortolin, burocracia trava municípios que poderiam gerar mais empregos
Muvuca Popular
Falta pouco para o dia 16 de agosto, quando as campanhas eleitorais são oficialmente lançadas em todo o Brasil. E em Mato Grosso, um nome vem ganhando destaque fora dos limites de Primavera do Leste: o de Leonardo Bortolin (MDB), pré-candidato a deputado estadual, que já não é novidade para quem acompanha a política municipal, mas que agora se apresenta ao estado inteiro com uma proposta que ele mesmo resume em poucas palavras, “não ser mais do mesmo”.
Antes de ser prefeito, Leonardo foi assessor legislativo. Aprendeu a ouvir uma câmara municipal por dentro, como vereador por dois mandatos e presidente da Casa. Foi prefeito de Primavera do Leste aos 31 anos, reeleito depois com 89% dos votos, um dos índices mais expressivos já registrados no município. Presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), levando para dentro da entidade a mesma pauta que carrega até hoje: a de que gestão pública boa é gestão pública que dialoga.
“Eu me preparei para ser um bom político. Me formei com muita dificuldade, mas me formei em administração, me formei em direito, me especializei em gestão pública”, contou Bortolin, ao relembrar uma trajetória que, segundo ele, nunca foi movida por vaidade, mas por entrega. “Comecei como assessor legislativo, fui vereador duas vezes, presidente da Câmara, Prefeito de Primavera e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, e me preparei para fazer entregas. E foi assim que eu deixei legado por onde eu passei.”
É esse histórico que hoje sustenta a candidatura estadual. Quem esteve à frente de um município e depois passou a representar todos os prefeitos de Mato Grosso na AMM carrega uma vantagem pouco comum entre candidatos a deputado: conhece a máquina pública por dentro, sabe onde ela trava e sabe, sobretudo, onde ela pode andar mais rápido. Não por acaso, o discurso de Léo Bortolin tem um verbo que se repete: acelerar. Acelerar Mato Grosso, dizem seus apoiadores, não é uma promessa vazia de palanque, é a continuidade de um método já testado em Primavera do Leste, agora em escala estadual.
Mas o que diferencia Bortolin, segundo ele próprio, não é só a experiência técnica. É a disposição de encarar debates que boa parte da classe política evita. “Que as pessoas possam debater matéria tributária. Que as pessoas, como exemplo, dos servidores públicos, que muitas carreiras não foram valorizadas pelo merecimento, pelo direito, em reconhecimento ao trabalho que exercem pelo Estado de Mato Grosso, pelos mato-grossenses”, afirmou, ao citar a valorização do servidor público como uma das pautas que pretende levar à Assembleia Legislativa. Também fala sobre a segurança jurídica e a desburocratização, temas que, na visão dele, “impedem quem gera emprego de poder prosperar, de poder gerar mais empregos e oportunidades” no estado.
Não é fala de quem está testando o terreno. É experiência de quem já geriu secretarias, já negociou orçamento, já se sentou à mesa com prefeitos dos 142 municípios mato-grossenses enquanto presidia a AMM, e agora diz estar pronto para outro tamanho de responsabilidade. “Então eu me preparei para ser diferente. E é esse o meu compromisso com a população de Mato Grosso”, resumiu.
Com o lançamento nacional das campanhas se aproximando, Primavera do Leste observa de perto um movimento que já extrapola as fronteiras da cidade: o de um gestor que aprendeu, na prática, que diálogo não é discurso, é rotina de trabalho. E é essa rotina, dizem os que caminham ao lado dele, que Leonardo Bortolin quer agora levar para dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.



