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OPERAÇÃO RUPTURA CPX

Justiça torna MC Mestrão e outros 13 réus por organização criminosa

Muvuca Popular

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A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) contra o cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como “MC Mestrão”, e outras 13 pessoas investigadas na Operação Ruptura CPX. Com a decisão, os denunciados passam à condição de réus por organização criminosa.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil em 31 de março de 2026 para investigar a atuação da maior facção criminosa de Mato Grosso no Complexo Residencial Isabel Campos, conhecido como CPX, em Cuiabá. Na ocasião, foram cumpridas 20 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo.

Segundo as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), MC Mestrão seria um dos principais alvos da operação e utilizaria a carreira musical para divulgar a ideologia da facção e exaltar integrantes do grupo.

Entre as músicas citadas pela investigação estão “Tomou Pisada na Cabeça” e “Amigos do WT, Terror Chegou”. A segunda composição acumulava mais de 660 mil visualizações nas plataformas digitais. Para a Polícia Civil, as letras seriam utilizadas para fortalecer a influência da organização criminosa em comunidades da Baixada Cuiabana.

O inquérito também apontou que a suposta participação de Odanil não estaria restrita às músicas. Conforme a investigação, o cantor mantinha contato com lideranças da facção, frequentava locais de encontro reservados aos integrantes e teria prestado apoio logístico ao grupo. Ele foi preso em Cuiabá durante a operação.

Além de Odanil, tornaram-se réus Ebner Amorim de Brito Júnior, Evandro Júnior Pires de Deus, Dyoney Wesley Silva Flores, Jefferson Oliveira do Nascimento, Fabiano Oliveira da Silva, Evair Lara Gomes, Cleomar Alves Garcia, Sebastião da Silva Júnior, Joel Aparecido da Silva, Romário Ângelo Dias, Ana Flávia Garcia do Nascimento, Ivanildo Santos dos Reis e Antônio Luciano Galdino Santos.

Ana Flávia e Antônio Luciano também responderão pelo crime de associação para o tráfico de drogas. A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, em Cuiabá.

Ao receber a denúncia, o magistrado considerou que a acusação atende aos requisitos previstos no Código de Processo Penal e está amparada em indícios de autoria e materialidade suficientes para o início da ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação, e a responsabilidade dos réus será analisada ao longo do processo.

O juiz, por outro lado, homologou o arquivamento da investigação em relação aos crimes de lavagem de dinheiro e receptação, conforme manifestação do Ministério Público.

O MPMT também deverá informar, no prazo de cinco dias, a existência e a localização de todas as mídias extraídas durante a investigação. O material deverá ser anexado ao sistema processual ou encaminhado à secretaria da vara para garantir o acesso das defesas.

A decisão ainda determinou a retirada do sigilo do processo. Pedidos relacionados às medidas cautelares, incluindo eventuais solicitações de revogação de prisões preventivas, deverão ser apresentados em procedimento específico.

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