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PRESO PREVENTIVAMENTE

Motorista que matou criança diz que só viu carro no impacto; vídeo

Nickolly Vilela

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O auxiliar de serviços gerais Gabriel Dombki Welter, de 21 anos, preso após o acidente que matou o menino Gabriel Gustavo dos Santos, de 4 anos, e deixou outras pessoas feridas em Sorriso, na noite deste sábado (11), afirmou em depoimento à Polícia Civil que o veículo atingido estava “aparentemente sem sinalização” em um trecho escuro da Avenida Blumenau. Ele também negou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e disse que tentou prestar socorro às vítimas, mas foi impedido por populares.

Em interrogatório, Gabriel contou que havia saído de casa para encontrar amigos e retornava para a residência quando ocorreu a colisão. Segundo ele, o Fiat Palio estava em uma esquina com pouca iluminação, sob uma árvore, e por isso não conseguiu visualizá-lo antes da batida.

“Eu estava descendo e o carro estava bem em uma esquina, em um lugar bem escuro. Aparentemente o carro estava sem sinalização. Eu só me lembro da hora do impacto”, afirmou.

O motorista também disse não conseguir recordar a dinâmica do acidente e alegou não saber se o outro veículo entrou em sua frente ou reduziu a velocidade momentos antes da colisão.

Após o impacto, segundo o depoimento, ele desceu imediatamente do carro para tentar ajudar os ocupantes do Palio e acionou as equipes de resgate. No entanto, afirmou que foi cercado por pessoas que estavam no local e passou a sofrer ameaças.

“Falaram que iam dar um tiro na minha cabeça e que iam me levar para um canto para todo mundo me bater. Eu queria prestar socorro o tempo todo”, declarou.

Gabriel ainda contou que telefonou para a namorada, estudante de Medicina, para pedir orientação sobre como poderia auxiliar as vítimas até a chegada do atendimento, mas disse que a movimentação de populares ao redor do veículo dificultou qualquer tentativa de ajuda.

Questionado sobre a suspeita de embriaguez, o motorista negou ter consumido bebida alcoólica. Sobre a recusa em realizar o teste do bafômetro, afirmou que não se recorda de o exame ter sido oferecido devido à confusão que se formou após o acidente.

Gabriel permanece preso. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada no domingo (12). Na decisão, o juiz destacou o histórico de infrações do motorista, que já havia tido a CNH suspensa por dirigir sob efeito de álcool, e apontou “desprezo pela vida humana e pela Justiça”. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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