SEM RISCO DE FUGA
Mãe que dirigia embriagada quando filho de 6 meses morreu em acidente deixa a prisão
Patrícia Neves
A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória à Leiliane Souza da Silva, presa em flagrante após provocar um acidente que matou o próprio filho, um bebê de apenas seis meses, na noite de sábado (11), em Nova Mutum. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada neste domingo (12).
Leiliane responde pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob a influência de álcool e condução de veículo sem habilitação gerando perigo de dano. Conforme a decisão judicial, ela dirigia um Volkswagen Gol sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apresentava sinais de embriaguez quando avançou a preferencial e atingiu uma Mercedes-Benz Sprinter no cruzamento das avenidas das Garças e das Araras.
O bebê Estevão Souza da Silva, de seis meses, estava no carro e sofreu afundamento de crânio em decorrência da colisão. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. O teste do bafômetro apontou 0,47 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice acima do permitido pela legislação.
Ao analisar o caso, a juíza Marilia Augusto de Oliveira Plaza homologou a prisão em flagrante, mas entendeu que não estavam presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva. Na decisão, a magistrada destacou que Leiliane é primária, possui residência fixa e não há elementos concretos que indiquem risco de fuga ou de reiteração criminosa.
Apesar de conceder a liberdade provisória, a magistrada ressaltou a gravidade dos fatos e determinou que a investigada cumpra medidas cautelares, entre elas o comparecimento a todos os atos do processo e a obrigação de manter endereço e telefone atualizados perante a Justiça. O descumprimento das determinações poderá resultar na revogação do benefício e na decretação da prisão preventiva.
Na audiência de custódia, o Ministério Público também se manifestou favoravelmente à concessão de liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares, posicionamento acompanhado pela defesa da investigada.


