PROIBIDO DE VER O FILHO
“Até Mandela mandava carta”, afirma Abílio ao defender Jair Bolsonaro
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), saiu, nesta terça-feira (14), em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi proibido por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de receber visitas do filho Flávio Bolsonaro (PL) após este divulgar uma carta do pai nas redes sociais. “Até Mandela mandava carta para fora, e Bolsonaro não pode mandar uma carta.”
Bolsonaro está em prisão domiciliar e, entre suas restrições, está a proibição de usar redes sociais direta ou indiretamente. No entanto, no último sábado (11), Flávio divulgou uma carta do pai, em que este afirma seu apoio à candidatura do filho à Presidência da República.
“Mais uma perseguição política, impedindo um filho de ver seu pai. Qual filho que não pode ver o pai na cadeia? Qual o filho que não pode visitar o pai na cadeia? Infelizmente, o Lula recebeu pessoas que foram visitá-lo que nem eram filhos, nem tinham grau de parentesco e, durante o processo eleitoral, ele participou e teve visitas de todo tipo”, argumentou Abílio.
O gestor disse ainda que a decisão de Moraes não é jurídica, e sim política. “Entendo que essa eleição tem lado político dentro do Poder Judiciário, no Supremo. O próprio Alexandre vê ameaçado o seu mandato de ministro do Supremo. Ele está defendendo causa própria, porque ele sabe que, se o Supremo Tribunal Federal tiver o Flávio na Presidência e a maioria no Senado, o Alexandre roda.”
“Ele está de brincadeira. Eu acho que é uma banalização da narrativa e acaba prejudicando a própria esquerda, que quer censurar Bolsonaro de todo jeito”, enfatizou Brunini.


