Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

DISPUTA POR TERRAS

Delegado diz que suposta mandante formatou celular quatro dias após assassinato de Nery

Patrícia Neves

0

A decisão de Julinere Goulart Bastos, denunciada pelo Ministério Público como uma das mandantes do assassinato do advogado Renato Nery, de formatar o próprio celular quatro dias após o crime foi um dos pontos destacados pelo delegado Bruno Abreu durante o julgamento do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, realizado nesta quarta-feira (15), em Cuiabá.

Responsável pela investigação, o delegado afirmou ao juiz Marcos Faleiros que a atitude chamou a atenção da equipe policial. Segundo ele, o aparelho passou a ser considerado peça importante para esclarecer a dinâmica do homicídio, justamente porque Julinere demonstrava preocupação com seu conteúdo logo após a execução do advogado.

Em depoimento, Bruno Abreu afirmou que a denunciada foi a investigada que mais apresentou versões diferentes ao longo das apurações. Para o delegado, as contradições, somadas à formatação do telefone poucos dias após o crime, reforçaram as suspeitas levantadas pela Polícia Civil.

O policial também detalhou o avanço das investigações que culminaram na identificação dos envolvidos e explicou como a análise de provas técnicas e depoimentos permitiu reconstruir a cadeia de participação de cada denunciado.

O júri desta quarta-feira julga Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado pelo Ministério Público como o executor dos disparos que mataram Renato Nery em frente ao escritório do advogado, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá.

Segundo a denúncia, César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos encomendaram o assassinato. O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva teria sido contratado para executar o crime.

Ainda conforme o Ministério Público, o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira atuou como intermediador, sendo responsável por receber o dinheiro, a arma e contratar o executor.

O policial militar Ícaro Nathan Santos Ferreira é acusado de fornecer a arma utilizada no homicídio e de facilitar a transferência dos pagamentos. Já o PM Jackson Pereira Barbosa teria coordenado a execução e realizado pagamentos parciais aos envolvidos.

Também foram denunciados os policiais militares Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins, acusados de forjar um confronto policial para dar aparência de legalidade à apreensão da arma usada no assassinato de Renato Nery.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação