Em Mato Grosso, três em cada quatro pessoas recebem menos de R$ 5 mil por mês. O percentual chega a 75,9% da população, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025.
Os números mostram que apenas 24,1% dos mato-grossenses estão fora dessa faixa de renda. Apesar disso, o estado apresenta um dos menores percentuais do país de pessoas com rendimentos inferiores a R$ 5 mil.
No Centro-Oeste, Mato Grosso aparece atrás do Distrito Federal, onde 48,1% recebem menos de R$ 5 mil, e de Mato Grosso do Sul, com 76,1%. Em Goiás, o percentual chega a 78,3%.
O cenário é ainda mais desigual em outras regiões do país. O Maranhão lidera o ranking, com 94,8% da população recebendo menos de R$ 5 mil mensais, seguido por Piauí (93,2%) e Ceará (93,1%).
Na outra ponta, o Distrito Federal apresenta o menor percentual do Brasil, com 48,1%, seguido por São Paulo (67,5%) e Santa Catarina (68,2%).
O levantamento também apresenta os valores de renda necessários para integrar a classe média alta em cada estado brasileiro. Em Mato Grosso, o rendimento mensal indicado é de R$ 10,5 mil, abaixo dos valores registrados em Mato Grosso do Sul (R$ 11 mil) e Goiás (R$ 10,8 mil).
O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com R$ 20,4 mil, seguido por São Paulo (R$ 13,3 mil) e Rio Grande do Sul (R$ 12,8 mil).
Já os menores valores aparecem no Maranhão, com R$ 5,5 mil, e no Acre e Ceará, ambos com R$ 6,3 mil.














