sexta-feira, 30 outubro, 2026

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FEMINICÍDIO

Homem que matou esposa com mais de 10 facadas é condenado a 30 anos de prisão em MT

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Ivaldo Luiz Polesello foi condenado a 30 anos e 10 meses de prisão pelo feminicídio da esposa, Ivaldete Coutinho de Oliveira Polesello, de 58 anos, assassinada com mais de dez golpes de faca dentro de casa. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), nesta quinta-feira (29). O crime ocorreu em maio de 2025, após um histórico de ameaças e violência doméstica durante os cerca de 35 anos de relacionamento do casal.

O assassinato aconteceu no dia 8 de maio de 2025, na residência da família, no bairro Benjamin Raiser. Ivaldete foi atacada dentro do quarto e encontrada gravemente ferida pelo neto, de 14 anos, que acionou o socorro. Ela chegou a ser encaminhada ao Hospital Regional, mas não resistiu.

O laudo de necropsia identificou mais de dez perfurações provocadas por faca, atingindo tórax, abdômen, costas e braços. A morte foi causada por hemorragia interna e externa decorrente dos ferimentos.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou provas de que Ivaldete enfrentava ameaças e intimidações recorrentes ao longo do casamento. Um boletim de ocorrência registrado pela vítima em junho de 2013 revelou que ela já havia tentado deixar a residência por medo de sofrer consequências mais graves.

O depoimento de uma das filhas também confirmou o histórico de violência. Conforme os autos, em fevereiro de 2025, três meses antes do assassinato, Ivaldete deixou a casa e passou cerca de 15 dias na residência da filha. Posteriormente, retornou após insistência do marido.

As investigações apontaram que, depois de esfaquear a esposa, Ivaldo lavou a faca utilizada no crime, saiu de carro e procurou um funcionário, a quem pediu que guardasse o veículo. Na ocasião, confessou ter matado a mulher. Ele também admitiu o assassinato em conversa com uma das filhas.

O homem foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar. Durante o julgamento, um policial relatou que, ao ser informado de que Ivaldete havia morrido, o acusado respondeu: “Graças a Deus”.

O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e reconheceu que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.

Ivaldete era considerada uma das pioneiras de Sorriso. Após o assassinato, a Prefeitura decretou três dias de luto oficial em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento do município.

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