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CONDENAÇÃO DE 33 ANOS

“Ainda há um longo caminho”, diz filha de Renato Nery após condenação de executor

Muvuca Popular

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“Ainda há um longo caminho pela frente.” A frase da advogada Lívia Gomes Nery resumiu o sentimento da família após a condenação de Alex Roberto de Queiroz Silva, executor confesso do assassinato do advogado Renato Gomes Nery. O réu foi sentenciado a 33 anos e 10 meses de prisão pelo Tribunal do Júri, em julgamento realizado nesta terça-feira (15), no Fórum de Cuiabá.

Para Lívia, a decisão representa o início da responsabilização dos envolvidos no crime, mas a busca por justiça ainda está longe do fim. “Essa condenação mostra que a Justiça começou a responsabilizar os envolvidos pelo assassinato do meu pai. Sabemos que este é apenas o primeiro julgamento e que ainda há outras pessoas que precisarão responder pelo crime. Hoje estamos julgando quem executou o homicídio, alguém que foi contratado para matar. Ainda há um longo caminho pela frente, mas essa decisão nos dá a esperança de que todos os responsáveis também serão levados à Justiça”, afirmou.

Primeira testemunha a depor no julgamento, a filha do advogado se emocionou ao relembrar a trajetória do pai e os momentos vividos após o atentado. Ela contou que encontrou Renato Nery agonizando em frente ao escritório onde trabalhava, logo depois de ele ser baleado.

Ao falar sobre o acusado, Lívia disse não ter identificado qualquer demonstração de arrependimento ao longo do processo. “A gente não vê nenhum sinal de peso na consciência pelo que foi feito com o meu pai”, declarou.

Também prestou depoimento o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação. Ele detalhou a dinâmica do crime e afirmou que Alex conhecia a região onde ocorreu o homicídio, escolhendo um ponto estratégico para agir, próximo a uma câmera de monitoramento que estava inoperante. Segundo o delegado, o executor utilizou uma motocicleta sem placa, vestia roupas escuras e usava colete balístico, evidenciando o planejamento da ação.

Durante o interrogatório, Alex confirmou ter executado Renato Nery após receber R$ 100 mil pelo crime. Ele afirmou que não conhecia os empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Sechi, denunciados pelo Ministério Público como supostos mandantes, e disse que toda a negociação ocorreu exclusivamente com o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado pela investigação como intermediário da execução.

Renato Nery foi baleado em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá, no dia 5 de julho de 2024, e morreu dias depois em decorrência dos ferimentos. Com a condenação do executor, a expectativa agora recai sobre os próximos julgamentos dos demais denunciados no caso.

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