Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

DONA DO TATU BOLA NA CAPITAL

Empresária teria usado contas bancárias e comprado joias para ocultar dinheiro do tráfico, aponta Justiça

Patrícia Neves

0

A Justiça Federal apontou que a advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro teria utilizado diversas contas bancárias e adquirido joias e imóveis para ocultar recursos provenientes das atividades de uma organização criminosa especializada no transporte aéreo internacional de grandes quantidades de cocaína. Ela é investigada na Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (25).

Conforme a decisão do juiz federal André Dias Irigon, da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins, Thatiana atuaria no núcleo financeiro e patrimonial do grupo. A função atribuída a ela seria dificultar a identificação da origem dos recursos e impedir a recuperação dos bens adquiridos com o dinheiro supostamente proveniente do tráfico. Thatiana é uma das proprietárias do bar Tatu Bola, em Cuiabá

Conforme a decisão, os elementos reunidos pela Polícia Federal indicam que a organização criminosa possuía elevada capacidade operacional e financeira. Para esconder o patrimônio, o grupo teria utilizado contas bancárias de terceiros e adquirido bens de alto valor, entre eles joias e imóveis.

Ao se manifestar no processo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu que Thatiana fosse proibida de exercer atividades financeiras e de realizar operações bancárias em nome de terceiros. O órgão também citou o uso de contas de outras pessoas e a realização de transações financeiras consideradas atípicas em benefício de empresas e franquias ligadas à investigada.

Durante as buscas realizadas em Cuiabá, os policiais apreenderam R$ 84,8 mil em espécie na residência da empresária. Desse total, R$ 75 mil foram encontrados na sala e outros R$ 9,8 mil no quarto. A defesa afirmou que parte do valor seria um presente de noivado. Um veículo e aparelhos celulares também foram apreendidos.

Apesar de reconhecer a permanência de indícios sobre a atuação de Thatiana no núcleo financeiro e patrimonial, o magistrado decidiu revogar a prisão preventiva. Segundo ele, a gravidade das suspeitas, isoladamente, não seria suficiente para manter a investigada presa sem a demonstração de um risco atual à investigação ou ao andamento do processo.

O juiz considerou ainda que os mandados de busca já haviam sido cumpridos e as provas iniciais recolhidas. Também pesaram na decisão o fato de Thatiana possuir endereço fixo, não ter outras passagens criminais, ser advogada e empresária e ter uma filha de 9 anos.

A investigada deixou a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May na noite de quinta-feira (27). Ela deverá usar tornozeleira eletrônica, comparecer mensalmente à Justiça, manter os dados de contato atualizados e não poderá conversar com os demais investigados nem deixar o Brasil. O descumprimento das medidas poderá resultar em uma nova ordem de prisão.

A defesa da advogada, patrocinada pelo advogado Fernando Farias, nega que ela tenha qualquer envolvimento com a quadrilha investigada. A advogada, em depoimento à Justiça Federal, também negou qualquer atividade ilícita e reafirmou que há mais de 20 anos reside em Cuiabá. “Jamais tive o nome nem no Serasa”, declarou ela à Justiça.

A advogada ainda citou que seu irmão, o piloto Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está preso desde fevereiro de 2025, quando foi flagrado em uma aeronave carregada com quase meia tonelada de cocaína em Marianópolis, no Tocantins, é que é investigado.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação