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Em meio à crise no Supremo, Gilmar Mendes participa de evento em Cuiabá
Renato Ferreira/Patrícia Neves
O decano ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está em Cuiabá nesta segunda-feira (21) para participar de um evento na sede da Justiça Federal. A visita ocorre no início da quarta semana consecutiva de uma crise institucional na Corte, marcada por tensões internas, adiamentos e cancelamento de sessão.
Gilmar será responsável pela conferência de abertura do encontro, na qual abordará as soluções fundiárias no âmbito da Justiça Federal. Até o momento, o ministro não conversou com a imprensa sobre a turbulência enfrentada pelo Supremo.
Na semana passada, uma sequência de episódios aprofundou a crise. Na terça-feira (15), estava previsto o início de um julgamento que poderia discutir a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise, no entanto, foi interrompida ainda durante uma questão de ordem e acabou adiada.
Gilmar Mendes defendia que o julgamento não avançasse, naquele momento, para a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Ele também criticou André Mendonça pela condução do caso Banco Master, pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal e pela divulgação de informações que, segundo Gilmar, poderiam ser usadas politicamente durante o período eleitoral. A discussão terminou sem análise do mérito e o julgamento foi adiado a pedido do ministro Flávio Dino.
Na quarta-feira (16), o Supremo realizou uma sessão sem retomar o assunto. No dia seguinte, diante do aumento das tensões fora do plenário, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cancelou a sessão que estava programada.
Após a palestra de Gilmar Mendes em Cuiabá, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca participará do painel “O Princípio da Fraternidade e a Resolução dos Conflitos Fundiários”.
A programação também reúne representantes da Justiça Federal, dos tribunais de Justiça de Mato Grosso e do Pará e da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Até o momento, o ministro não conversou com a imprensa local.



